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Fundação Chapadão dá exemplo no vazio sanitário da soja



3 jul 2017 | Deixar um comentário

Destruição de soja na faixa de domínio da MS 306

A Fundação Chapadão destruiu todos os pés de soja encontrados dentro de seus campos experimentais e está estendendo o trabalho nas rodovias próximas da cidade de Chapadão do Sul.

Segundo o Diretor Executivo da entidade, Pesquisador Engenheiro Agrônomo Edson Borges, o intuito do trabalho de destruição de soja tiguera, ou voluntária visa atender às exigências da legislação e dar o exemplo a todos sobre a importância da eliminação completa da soja nesta época. Esta já é a segunda etapa do trabalho de destruição de plantas, realizado pela Fundação Chapadão, neste vazio sanitário de 2017.

Destruição de soja na margem da rodovia MS 306

 

 

Destruição de soja na margem da rodovia MS 306

Destruição de soja na margem da rodovia MS 306

O vazio sanitário em Mato Grosso do Sul vai de 15 de junho a 15 de setembro, período em que não devem ocorrer plantações ou presença da cultura voluntariamente, como ocorre nas margens das estradas, rodovias, ferrovias, pátios das fazendas, margens de talhões etc…

Edson Borges alerta que desde quando foi implantado o vazio sanitário, e quando obedecido, nota-se o retardamento da ocorrência da ferrugem da soja, principal objetivo da medida. Com o retardamento do aparecimento da doença, o produtor pode escolher uma variedade precoce, ou super precoce e “escapar” da doença. Quando menos se pulverizar, mais se alonga o tempo de eficiência dos fungicidas existentes. Eles começaram com mais de 90% de eficiência e atualmente já abaixou para 70%.

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Atualmente existem apenas três princípios ativos que combatem a ferrugem da soja e eles estão sendo resistidos a cada ano. “Somente daqui a aproximadamente sete anos teremos uma nova molécula capaz de combater com eficiência a ferrugem”, alerta o pesquisador.

Já em abril deste ano, dois meses antes do início do vazio sanitário, o Vereador e produtor rural Toninho Assunção, de Chapadão do Sul já alertou sobre a importância da destruição da soja voluntária, visando o vazio sanitário. Ele destacou a faixa de domínio da ferrovia, que apresentava pés de soja voluntários.

A reportagem do Jovemsulnews entrou em contato com a Rumo, empresa que opera na ferrovia, foi informado que anualmente ser realiza a destruição química na margem da estrada de ferro.

Hoje nota-se claramente que houve dessecação da vegetação próximo aos trilhos, mas ainda é possível encontrar alguns pés de soja que resistem, ou nasceram após o trabalho realizado.

Foi realizada dessecação na margem da ferrovia, mas ainda é possível encontrar pés de soja ao longo da estrada de ferro

Foi realizada dessecação na margem da ferrovia, mas ainda é possível encontrar pés de soja ao longo da estrada de ferro

Foi realizada dessecação na margem da ferrovia, mas ainda é possível encontrar pés de soja ao longo da estrada de ferro

Fonte: Jovemsulnews (Norbertino Angeli)



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